sábado, 18 de fevereiro de 2017

O Labirinto da Catedral de Chartres


Na catedral de Chartres, na França, existe o mais renomado labirinto do mundo. Ele serviu de inspiração e modelo a muitos outros, ainda existentes em catedrais da maior respeitabilidade no orbe católico.

Sabe-se que muitos desses labirintos foram destruídos em séculos de iluminismo ou anticatolicismo. Mas, o que faz um labirinto gravado no chão? Qual é a função desse desenho matemático no recinto sagrado de uma catedral?

A seguir, considerações do livro “Chartres: le labyrinthe déchiffré” (“Chartres, o labirinto decifrado”), de John e Odette Ketley-Laporte, Éditions Garnier, 1997.


Os labirintos da Antiguidade

Os labirintos dos quais mais se fala são o das pirâmides do Egito e o da ilha de Creta, na área de cultura helênica.

Em ambos os casos tudo indica que não se tratou de construções materiais, mas sobre tudo mitológicas.

Atribui-se ao faraó Amenemhat III (1860 a.C. – 1814 a.C) a construção de um palácio monumental na depressão de Faium, perto do lago Meris (atualmente Birket-Qarun). O palácio teria tido quase três mil salas, ligadas por um complexo sistema de corredores em vários níveis. Esse prédio foi chamado pelos gregos de Labirinto. Mas nada restou dele.

A lenda do labirinto, entretanto, sobreviveu ao palácio. Segundo ela, no prédio morava o deus Anúbis, divindade com cabeça de cão, que por meio de um fio conduzia até o deus supremo as almas dos faraós falecidos, superando os perigos do abismo eterno.

Segundo Heródoto, a lenda do palácio de Amenemhat III teria inspirado o arquiteto Dédalo – encarregado por Minos, rei de Creta – a construir uma prisão para o monstro Minotauro.

A lenda do Labirinto de Dédalo foi a que mais marcou o Ocidente. Houve intensos esforços para localizar suas ruínas ou, pelo menos, o local onde poderia ter estado.

“Nenhuma das numerosas escavações efetuadas nos sítios arqueológicos da ilha de Creta revelou qualquer indício sério sobre a verdadeira natureza, nem mesmo da localização do famoso Labirinto” – escrevem John e Odette Ketley-Laporte.

A lenda grega é uma adaptação da mitologia egípcia: Ariadne, filha do rei de Creta, deu ao herói Teseu, como prova de amor, a ponta de um novelo de lã que ela desenrolava.

Teseu nunca devia afrouxar para não se perder no Labirinto e atingir por fim a salvação ou paz eterna.

No meio do Labirinto, Teseu encontrou o demoníaco Minotauro, acabou vencendo-o e por meio do fio atingiu a salvação.



A Antiguidade deixou parcos desenhos de um Labirinto



O Labirinto no Cristianismo


É no cristianismo que o labirinto adquire toda a sua dimensão simbólica, religiosa e moral.

O primeiro labirinto cristão recuperado é o da Basílica de São Reparato, hoje em ruínas, construída em estilo romano no ano 324, em El-Asnam (Argélia).

Este labirinto é um mosaico, a exemplo de todo o chão da igreja. Suas dimensões – 2,40 metros por 3 metros – mostram que ele não foi feito para ser percorrido a pé, mas acompanhado com o olhar.

Cada pedrinha do mosaico tem uma letra, devendo o fiel encontrar no meio delas a frase Sancta Mater Ecclesia (Santa Mãe Igreja). O ensinamento é que a Igreja é o caminho certo em meio à confusão desta Terra.

No século VI em diante, aparecem labirintos de maior beleza e perfeição nas igrejas do norte da Itália, como em San Vitale (Ravena).

Mas foi nas grandes catedrais medievais francesas de Poitiers, Amiens, Arras, Auxerre, Reims, Bayeux, Chartres Mirepoix, Saint-Omer, Saint-Quentin e Toulouse, entre outras, que o labirinto atingiu sua plenitude.



O labirinto acabado: na catedral de Chartres

O labirinto mais completo é sem dúvida o da catedral de Chartres, construído na sua nave central por volta do ano 1200 e medindo cerca de 13 metros de diâmetro.

Ele é redondo e suas pedras negras marcam o percurso – em pedras brancas – a ser feito a pé ou de joelhos. A borda é finamente trabalhada, assim como o centro, rodeado por um desenho florido.

A renda de pedra que rodeia o labirinto estabelece uma fronteira entre o sagrado e o profano.

O labirinto de Chartres associa a espiritualidade cisterciense ao desejo de fazer da catedral um modelo de perfeição acabada, espelho da Ordem do Universo.

No centro do labirinto havia uma extraordinária placa de cobre. Não sabemos que imagens estavam nela representadas, pois as testemunhas pós-medievais já as viram muito apagadas.

A impiedade sacrílega da Revolução Francesa arrancou essa placa com o pretexto de fundi-la e fazer canhões para a República.

No dia da festa da Assunção de Nossa Senhora (no Calendário Juliano, ainda em uso na Idade Média), um raio de sol atravessava o vitral central da fachada e projetava a imagem de Nossa Senhora sobre o cobre, produzindo um efeito luminoso colorido de esplendor incomparável.

Esse centro é chamado de Paraíso, ou também de Jerusalém, aplicando-se o termo à Jerusalém celeste e à Jerusalém pela qual os Cruzados combatiam.

Na catedral de Reims, o percurso dentro do Labirinto recebia o nome de “Caminho de Jerusalém” e era percorrido recitando-se as orações contidas num livrinho de devoção especial.

Quem ingressa no Labirinto deve caminhar através de onze anéis até chegar ao Paraíso. O número 11 é simbólico e ensina que é um caminho a ser percorrido pelo pecador.

“O número 11 – escreve R. Allendy – é o símbolo da luta interior, da dissonância, do desvio. Santo Agostinho diz que é o número da transgressão da lei, porque supera em um o número dez que é o número do Decálogo. (...) ‘É chamado – diz Agrippa – o número do pecado e dos penitentes, motivo pelo qual foi ordenado fazer onze sacos de silício no Tabernáculo para servirem de vestimenta aos penitentes e para aqueles que choravam seus pecados’” (René Allendy, Le symbolisme des nombres, Éditions traditionnelles, 1990)

Acrescentam os autores: “Como a noção de penitência é indissociável da ideia de pecado, pensamos imediatamente nos fiéis que, para fazer penitência na Idade Média, percorriam o Labirinto de joelhos”.

Esses onze anéis sinalizam o conjunto das peripécias que o homem concebido no pecado deve atravessar no decurso da vida.

Ele encontra obstáculos, voltas e desvios, retrocessos inesperados que o obrigam a começar tudo de novo.

Sua vida está cheia dessas idas e vindas, das voltas que não se entendem, das aparentes aniquilações dos trabalhos feitos, da necessidade de reiniciar uma e outra vez.



Lição moral do Labirinto

Essas situações da vida real, nas quais o caminho parece perdido e o trabalho de uma vida desperdiçado, em que não se vê mais o ponto de chegada, também são momentos de tentação.

Tentação de desânimo, de desesperança, de largar os braços, de renunciar ao caminho, de desistir da salvação.

Esses são os momentos do anjo da perdição – representado pelo demoníaco Minotauro da lenda de Creta – que figura de modo pagão o demônio do desespero que assalta os homens no meio de alguma curva da vida.

Porém, no Labirinto de Chartres, está representado também o novelo misterioso que ajuda o pecador a não se perder e a vencer a tentação: a graça divina.

Com um pormenorizado desenvolvimento matemático-simbólico, John e Odette Ketley-Laporte mostram que o centro do Labirinto representa a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Portanto, Àquele que é o criador da graça e que a dispensa a todos os que perseveram no labirinto da vida, impedindo que se percam ou que caiam nas armadilhas e nos embustes que enchem a passagem do homem pela Terra.

A condição para o fiel é uma só: nunca largar o fio do novelo, inclusive no momento em que tudo parece rumar no contra-senso ou para trás. Mas há mais. A catedral de Chartres é dedicada inteiramente à Mãe de Deus. É Ela quem administra o novelo do Filho e nos dá o fio, tornando possível sermos fieis e chegarmos a seu Divino Filho, após atravessar todas as vicissitudes desta vida.

Isso está fortemente simbolizado em Chartres.

Por exemplo, o percurso do Labirinto ou ‘Caminho de Jerusalém’ está composto com 273 pedras.

Elas somam os dias dos nove meses da gestação, porque Nossa Senhora vai gestando para o Céu a alma do pecador que percorre com o coração contrito e humilhado o caminho rumo à Pátria celeste, guiado por Ela por meio do fio da graça de seu Filho.

A última pedra do ‘Caminho de Jerusalém’ tem um tamanho diverso de todas as outras e a proporção do corpo humano.

Ela representa simbolicamente o católico que após completar o caminho prenhe de inverossímeis, chega à porta do ‘Paraíso’, prosterna-se agradecido e implora à Virgem que o apresente a seu Divino Filho.

Nas como que intérminas idas e vindas, o pecador que não perde de vista Nossa Senhora talvez julgue percorrer um caminho caótico. Porém os autores do livro mostram como, na realidade, essas idas e vindas pelo Labirinto desenham duas vezes o monograma marial – a letra M – de modo surpreendente.

O Labirinto de Chartres é bem uma “via de Maria”, porque nele Nossa Senhora nos faz chegar a salvação eterna por sua intercessão, e é por causa d’Ela que o fiel triunfa sobre as vicissitudes da vida mortal.



Essa última pedra tem um outro simbolismo acrescido

Dois dias antes da festa da Assunção, o raio de sol de que falamos acima projeta a imagem de Nossa Senhora sobre essa pedra. É a data presumida da Dormição de Maria: o passo prévio à Assunção.

Dois dias depois, na festa da Assunção, a imagem era projetada na esplêndida placa de cobre.



Triunfo final sobre o Labirinto

A sabedoria dos construtores das catedrais surpreende a estreiteza dos raciocínios modernos. E o Labirinto de Chartres nos fornece um maravilhoso exemplo:

No domingo de Páscoa, após as celebrações litúrgicas, os cônegos da catedral iam fazer um inocente jogo de bola exatamente acima do Labirinto, enquanto cantavam a sequência Victimae Pascali Laudes (À Vítima Pascoal oferecemos um sacrifício de louvor).

Como quem diz, com as palavras e os gestos, que Cristo venceu todas as vicissitudes do Labirinto de sua Vida, Paixão, Morte e Ressurreição.

O Labirinto foi vencido e Nosso Senhor está num trono no mais alto do Céu, recebendo o eterno louvor de seus anjos e de seus santos.

É o que cantará um dia, mutatis mutandis, a alma fiel que percorreu o labirinto de sua vida com os olhos postos em Nossa Senhora.

No fim da existência, as sinuosidades do Labirinto terão ficado definitivamente para trás, e a alma que perseverou ascenderá ao Céu.

Ali repousará por toda a eternidade, contemplando a beleza incomensurável de Nossa Senhora e a glória infinita de Deus.




Na imagem: Montagem fotográfica reconstitui o momento em que a imagem de Nossa Senhora é projetada no centro do Labirinto de Chartres, na festa da Assunção.

(fonte:www.pax.org.br)

Saudações

Abraços Fraternais

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Zé Ramalho - Chão de Giz*Interpretação



Chão de Giz é uma música da autoria do cantor e compositor brasileiro Zé Ramalho que descreve o fim de um relacionamento amoroso.

É uma das músicas mais famosas do artista e consiste em uma música poética, com algumas metáforas. Por este motivo, existem também várias interpretações possíveis.

É possível concluir que a música se trata de um amor não correspondido ou do fim de um amor entre duas pessoas. Uma teoria bastante divulgada indica que a música foi criada para lidar com um alegado relacionamento frustrado do compositor com uma mulher casada.

No entanto, existe ainda a interpretação que a música retrata as coisas efêmeras da vida, e como essas coisas passageiras se apagam da nossa vida com facilidade, assim como o giz é apagado do chão.





Letra da Música Chão de Giz






Interpretação da Música Chão de Giz 

Esta frase evidencia o sofrimento causado pelas lembranças. O autor desce e se encontra humilde no chão, olhando para as memórias de um relacionamento que se apagou rapidamente, como o giz e apagado do chão.


O passado causa dor e as memórias de um amor frustrado são uma tortura que fazem o autor delirar.


Existia o hábito de colecionar as fotos da sua amada, que saíam no jornal, o que indica que ela era alguém da alta sociedade.


Os panos de guardar confetes eram sacos usados por costureiras do nordeste, onde guardavam retalhos de pano ou papel. Neste caso, o artista refere que vai guardar essas partes da sua vida, para que não causem mais dor.


Um grão-vizir era uma figura importante e de autoridade, que servia como conselheiro de um sultão da antiga Pérsia. O compositor revela vontade de lutar pelo relacionamento, mas sabe que não vale a pena lutar, porque existe alguém que é mais influente, poderoso ou rico (provavelmente o marido).


Nesta metáfora, a violeta velha representa uma pessoa mais velha e o colibri alguém mais jovem. Com esta frase, o autor revela que há muitas pessoas mais velhas que não têm alguém novo ou alguém que saiba amá-las verdadeiramente.


É possível ver nesta frase o conflito de sentimentos que existem no autor, a loucura (representada pela camisa de forças) e a paixão (representada pela camisa de Vênus).


Revela a decisão de ir embora, porque sabe que o relacionamento nunca terá um futuro. No entanto, ter chegado a essa conclusão foi devastador e se sente abatido, como um lutador de boxe que é nocauteado por um forte golpe.



É revelada a dependência do elemento mais novo do relacionamento, que está preso. Ele se descreve como um rapaz (boy - palavra em inglês) e com a expressão em inglês "that's over, baby" (que significa: terminou, querida), revela que essa ligação entre os dois chegou ao fim.


Esta frase indica que os dois provavelmente se conheceram durante o Carnaval e o pano de confetes (onde guarda as recordações), já não tem mais utilidade, porque já está no passado.




No fim da canção, depois de todas as recordações e afirmações o compositor conclui que para ele terminou e que está indo embora. No fim da música, ele se despede desse amor que causou dor e o fez olhar para o chão de giz.


(fonte:www.significados.com.br)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

30 de Janeiro * Dia Internacional da Não Violência


Foi proclamado pela ONU como o dia da Não Violência,em homenagem a Mohandas K. Gandhi,cujo assassinato ocorreu nessa data,em 1948. 

Trata-se de uma iniciativa voltada à educação para a Paz,a Solidariedade e o Respeito pelos Direitos Humanos. 

Gandhi,também chamado Mahatma (que significa "grande alma", "alma iluminada"),nasceu na Índia, em 1869.É considerado um dos principais expoentes do pacifismo e da luta pelo respeito e realização dos direitos humanos e da justiça. 

Após estudar Direito na Inglaterra,foi trabalhar na África do Sul como Advogado.Lá começaram as suas primeiras ações de protesto não violento contra o racismo,baseadas na resistência pacífica e na não cooperação com as autoridades. 

Ao fim de anos de luta,e depois de ter conseguido algumas melhorias para a comunidade indiana na África do Sul,decidiu voltar ao seu país de origem - a Índia - e lutar pela sua independência.O país era uma colônia do Império Britânico. 

Graças a seus esforços,a Índia conquistou a independência em 1947.Os procedimentos e as formas de luta que Ghandi propôs e utilizou eram: Manifestações pacíficas:diálogos,testemunhos,petições,marchas,jejuns, greves de fome,orações e cooperação com os mais oprimidos. Não cooperação,por meio de boicote sistemático dos produtos ingleses e da recusa a colaborar com um regime ou com um sistema considerado injusto. Desobediência civil, por meio da violação intencional,organizada,sistemática de leis consideradas injustas. 

Gandhi teve grande influência entre as comunidades religiosas hindus e muçulmanas da Índia.No entanto,a tensão entre os dois grupos era enorme e resultou no surgimento do Paquistão,país de maioria muçulmana.Foi por tentar unificar hindus e muçulmanos que Gandhi acabou assassinado por um hinduísta radical.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Dados curiosos sobre Bill Gates


Ele foi diagnosticado com Síndrome de Asperger.

Ele deixou a Universidade de Harvard em 1975 para dedicar-se à Microsoft a tempo completo.

A sua fortuna pessoal atingiu o PIB de alguns países do terceiro mundo.

Ele se tornou um bilionário aos 31 anos.

Ele tem um QI de 160.

Foi o homem mais rico do mundo de 1998 até a atualidade,com excepção de 2010 e 2011,quando ele destronou Carlos Slim.




quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

O Sorriso



Oi!Sorria
Mas não se esconda atrás desse sorriso,
mostre tudo aquilo que você é,sem medo.
Existem muitas pessoas que sonham 
com o seu sorriso,assim como você
Viva!
Tente!
A vida não passa 
de uma tentativa
Entregue-se!
A felicidade é o resultado 
dessa tentativa
Ei! Ame,acima de tudo.
Ame tudo e todos, deles depende a 
sua completa felicidade.
Não!
Não feche os olhos para 
a sujeira do mundo.
Não ignore a fome.
Esqueça a sombra,mas antes faça algo para 
combatê-la,mesmo que se sinta incapaz.
Procure!
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma razão para a distância 
e sim,um motivo para a aproximação.
Aceite!
Aceite a vida,as pessoas e faça 
delas a sua razão de viver.
Entenda!
Entenda os que pensam diferente 
de você mas não os reprove.
Ei! Ouça.
Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Suba!
Faça dos obstáculos,degraus para aquilo que você 
julga importante,mas não esqueça daqueles 
que deixou nos primeiros degraus.
Ei! descubra.
Descubra Deus dentro de você.

Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Ei! você,...não vá embora,eu preciso lhe 
dizer que te amo,seja lá quem for.

SIMPLESMENTE PORQUE VOCÊ EXISTE!

Charlie Chaplin

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Medo e Ódio Irracionais...



Eu danço a minha vida para mim mesma
Sou inteira
Sou completa
Digo o que penso
E penso o que digo

Eu danço a escuridão e a luz
O consciente e o inconsciente
O sadio e o insano
E falo por mim mesma
Autênticamente
Com total convicção
Sem me importar com as aparências

Todas as partes de mim
Fluem para o todo
Todos os meus aspectos divergentes tornam-se um

Eu ouço
O que é preciso ouvir
Nunca peço desculpas
Sinto os meus sentimentos

Eu nunca me escondo
Vivo a minha sexualidade
Para agradar a mim mesma
E agradar aos outros

Expresso-a como deve ser expressa
Do âmago do meu ser
Da totalidade da minha dança

Eu sou fêmea
Sou sexual
Sou o poder
E era muito temida.

Amy Sophia Marashinsky

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Texto*Saudoso John Lennon


Fizeram a gente acreditar que amor mesmo,amor pra valer,só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. 

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. 

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. 

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. 

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém