quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A tradição do casamento cigano


O casamento é uma das tradições mais conhecidas do mundo cigano. 

A expressão "parece um casamento de ciganos",associada a festas de casamento invulgarmente longas e faustosas,demonstra a grande celebração que o povo cigano faz questão de exibir nesta data de união.

A tradição cigana é muito rígida no que diz respeito ao casamento. 

As moças ciganas são prometidas,desde muito novas,aos seus futuros noivos.

Geralmente,a escolha do marido para a jovem cigana é feita em função dos seus laços familiares e das suas condições econômicas,já que,mais do que um ato de amor,o casamento cigano é a celebração de uma união entre famílias.

Antigamente,o casamento nunca poderia ser feito entre ciganos e não ciganos mas,hoje em dia,já existem casamentos entre homens ciganos e mulheres não ciganas. 

O contrário é que nunca pode acontecer,sob pena de se expulsar a cigana da comunidade para sempre.

O casamento marca a entrada dos ciganos na idade adulta. 

Até à cerimônia matrimonial,os noivos não podem ter qualquer tipo de contacto mais íntimo. 
Mesmo depois de consumado o casamento,durante três dias e três noites os noivos ficam separados, dedicando a sua atenção exclusivamente aos convidados da boda.

Na terceira noite da festa,os noivos ficam finalmente a sós. 

A noiva tem de provar a sua virgindade no dia seguinte à consumação total da união,mostrando a mancha de sangue no lençol nupcial. 
Se a sua virgindade não for provada,a noiva pode ser devolvida aos pais,que ainda terão de pagar uma indenização aos pais do noivo.

Se a noiva for realmente virgem,na manhã seguinte ao casamento,veste uma roupa tradicional colorida e coloca um lenço na cabeça,que simboliza o fato de já ser uma mulher casada.

Durante a festa,os convidados homens sentam-se no chão,à volta de uma mesa, e recebem os presentes para os noivos em ouro ou dinheiro. 

Segundo a tradição,as ofertas devem ser colocadas dentro de um pão sem miolo.

É nesta altura que os noivos são abençoados.

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